quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Viver pela fé


   


 ALGUÉM QUE VOCÊ DEVERIA CONHECER: Abraão





   O apóstolo Paulo se referiu ao patriarca como “o pai de todos os que creem” (Rm 4:11). Centenas de anos após sua morte, os líderes de adoração levitas o saudaram dizendo que “o coração dele era fiel” (Ne 9:8). O próprio Deus o chamou de “Abraão meu amigo” (Js 41:8).
   Quem foi esse homem que voluntariamente deixou uma vida confortável para reivindicar uma terra estranha? E por que Deus prometeu abençoar o mundo inteiro por meio dele?
  Abraão cresceu na Mesopotâmia pagã. Durante os primeiros anos de sua vida adulta, seu pai, Terá, levou Abraão (ainda chamado Abrão) e sua jovem noiva, Sarai, para o oeste, rumo a Canaã. Contudo, não passaram de uma cidade chamada Harã, e se estabeleceram ali, as margens de um afluente do rio Eufrates.
  Muitos anos depois, Deus chamou Abraão, na época com 75 anos de idade: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei” (Gn 12:1). Abraão se levantou imediatamente e saiu, “embora não soubesse para onde estava indo” (Hb 11:8). Porque Abraão confiou em Deus e obedeceu, o Senhor lhe fez uma promessa que continua a abençoar e a moldar o mundo hoje: 

  “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem: e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”.
                                                                                                                                                                                                                                                                            Gênesis12:2-3                                                  
  A despeito da incapacidade de sua esposa de gerar filhos (Gn 11:30). Deus prometeu a Abraão que seus descendentes se tornariam tão numerosos quanto as estrelas do céu noturno – e o patriarca “creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gn 15:6). Dessa maneira, ele se tornou o principal exemplo bíblico de um homem que depositou todo seu futuro nas promessas do Senhor. Nas palavras do apóstolo Paulo, Abraão estava “plenamente convencido de que ele [Deus] era poderoso para cumprir o que havia prometido” (Rm 4:21).
  Isso se tornou perfeito? A grande fé que Abraão possuía evitou que ele desse um único passo fora da vontade de Deus? Longo disso. A Bíblia nos fala de maneira direta, por exemplo, que o medo que ele sentiu de um governador poderoso o levou a mentir sobre a verdadeira relação que tinha com sua esposa – não apenas uma vez, mas duas (Gn 12:10-20; 20:1-18).
  Abraão e sua esposa também  passaram por dificuldades quando Deus parecia se demorar em cumprir sua promessa. Passados dez anos sem que tivessem um filho, ambos concordaram em “dar uma mãozinha para Deus”, usando mão substituta chamada Hagar. Nove meses depois, Hagar deu á luz Ismael, o primogênito de Abraão – mas não  era intenção do Senhor cumprir sua promessa dessa maneira (Gn 16:1-16). Somente depois de catorze anos é que ele capacitou Sara a ter um filho, Isaque, e, assim, finalmente nasceu o filho prometido de um homem que “reconheceu que o seu corpo já estava sem vitalidade” (Rm 4:19).

  Talvez mais do que qualquer outro personagem do Antigo Testamento. Abraão nos mostra como deve ser uma vida de fé. Quando vivemos pela fé, somos “abençoados junto com Abraão, homem de fé” (Gn 3:9).



MORAL DA HISTÓRIA: Fé significa crer nas promessas de Deus – e agir de acordo com elas.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Uma estrela brilhante em um céu escuro.


Alguém que você deveria conhecer:  Noé



Violência nas ruas, corrupção, nos gabinetes do poder. Ganancia devassidão por todo lado, esgoto fedorento de mal e impiedade.
Bem-vindos aos dias de Noé.
Podemos deplorar o colapso da moralidade em nossa era, e estamos certos em fazê-lo. Mas a sociedade humanidade da época de Noé estava tão degenerada que Deus olhou para baixo e viu que ‘’toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal’’ (Gn 6:5 Grifos do autor). O comportamento humano havia descaído de tal modo que ‘’o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra, e isso cotou-lhe o coração (6.6). por isso, o Deus santo do Universo decidiu desencadear um dilúvio mundial para exterminar a humanidade da face da terra. Todos, exceto um homem excepcional e sua família. As escrituras o apresentam simples: ‘’A Noé, porem, o Senhor mostrou benevolência’’ (6:8 grifos do autor).
No meio de uma sociedade violenta, corrupta e sórdida, em que Noé se diferenciava? A bíblia descreve três traços pessoas que o tornava distinto.
*Ele ‘’era homem justo’’
*Ele era ‘’integro entre o povo da sua época’’
*Ele ‘’andava com Deus’’ (6:9)
Quando Deus lhe disse para construir um navio enorme no qual sua família e um par de todo o tipo de animal pudessem sobreviver ao dilúvio muito embora o barco gigantesco tenha ficado em terra seca até a chegada da chuva, Noé obedeceu. ’Noé fez tudo exatamente com Deus lhe tinha ordenado’’ (6:22). Dizem as escrituras. Ele não era perfeito; ninguém é por causa de sua fé, porem Deus o declarou justo. O autor de Hebreus diz: ’’pela fé de Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam. Movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família . por meio de sua fe ele condenou o mundo e tornou-se herdeira da  justiça que e segundo a fé (11:7).
Pode-se imaginar a ridicularizarão e o abuso que Noé enfrentou antes do dia em que ‘’todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas dos céus se abriram’’ (Gn 7:11). Ele vivia no meio de um povo vil, mas conseguiu resistir a sua influencia corrupta como? Caminhando com Deus,
A vida de Noé  foi um exemplo maravilhoso do tipo de vida que todos os cristãos são exortados a viver em 1 Pedro 4:2-5
No tempo que lhe resta, não vivia mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus [...] [os pagãos] acham estranho que vocês não se lancem com eles na mesma corrente de imoralidade, e por isso os insultam. Contudo, eles terão que prestar contas aquele que esta  pronto para te julgar os vivos e os mortos.
Apesar de sua cultura, Noé continuou a caminhar com Deus.
Ele é um exemplo antigo para nós, a medida que, por meio de uma fé viva, fazemos todo esforço para nos tornar ‘’puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada’’. Na qual brilhamos ‘’como estrelas no universo’’ (Fp 2:15)

 MORAL DA HISTORIA: Uma caminhada vivida com Deus permite ao homem encontrar o favor divino.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Fiel apesar das dificuldades

ALGUÉM QUE VOCÊ DEVERIA CONHECER: JOSÉ



SE VOCÊ ESTIVESSE DO lado de fora, poderia ter julgado a situação de José de maneira completamente diferente. Poderia ter observado a sequência de dificuldades extremas e pensado: “Um jovem de boa aparência, vendido como escravo por seus irmãos, jogado numa prisão por conta de uma acusação ordinária e esquecido por anos por um homem que prometeu ajudá-lo? Para mim, isso se parece mais com um julgamento de Deus”.
  A história de José refuta a teoria de que apenas coisas boas acontecem a bons rapazes. Mas a vida dele também confirma que “Deus não é injusto; ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajudá-los” (Hb 6:10).
  José era o favorito dentre os doze filhos de Jacó. Jacó até mesmo lhe deu uma vestimenta cara que o diferenciava dos irmãos (Gn 37:3). Quando adolescente, ele totalmente contou a sua família os dois sonhos que apareciam colocá-lo numa posição superior a todos – até mesmo a seus pais (Gn 37:1-11). Em pouco tempo, o ciúmes de seus irmãos se transformou em ódio.
  Os irmãos de José o prenderam e o venderam a mercadores de escravos (37:28). Um egípcio rico chamado Potifar o colou como responsável por seus bens (Gn 39:1-6). José recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e, por isso, ela o acusou de tentar violentá-la. Furioso, Potifar jogou José na prisão (39:7-20).
  Durante o tempo que passou ali, alcançou o favor do carcereiro e foi bem-sucedido em interpretar os sonhos de dois funcionários de faraó que estavam encarcerados, predizendo corretamente que um seria executado e o outro, liberto (40:1-22). Este prometeu que ajudaria José assim que fosse solto, uma promessa da qual rapidamente se esqueceu (40:23). Apenas  dois anos depois, quando o próprio faraó teve um sonho perturbador, é o que o homem se lembrou de José. Finalmente, José conseguiu ser liberto da prisão ao interpretar corretamente para o rei o significado do sonho que tivera (41: 1-36).
  José disse a faraó que aquele sonho antevia uma fome de sete anos que dizimaria o reino, a não ser que colheitas adicionais fossem estocadas com antecedência. O rei ficou tão impressionado com José que o encarregou do programa de armazenamento de colheita, fazendo dele o segundo homem no comando de todo reino (41:39-57).
  Durante a fome, os irmão distantes de José vieram ao Egito em busca de comida para suas famílias famintas. Ele não reconheceram José, mas este o reconheceu! Depois de uma série de encontros angustiantes, José finalmente revelou sua identidade. Com o segredo revelado, os irmãos logo temeram pela vida, pensando que José pudesse usar seu enorme poder para se vingar.
  Mas José sabia que, a despeito das dificuldades, Deus estivera com ele. Ele permanecera fiel ao Senhor, e pôde dizer aos irmãos trêmulos: “Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus?” Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos” (Gn 50:19-20).


MORAL DA HISTÓRIA: Deus pode não blindá-lo contra as dificuldades, mas vai usá-lo através delas – se você permitir.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

ÁGUAS TURBULENTAS

Alguém que você deveria conhecer: Rúben




     Em muitos aspectos, Rúben parecia ser o filho primogênito ideal, forte, leal, atencioso e líder. Contudo sua falha em uma área da sua vida. O desejo sexual lhe custou a posição que pertencia a ele.
     Rúben era filho de Lia, a primeira esposa de Jacó. Desde o início, ele proporcionou conforto a mãe num casamento difícil ( o nome Ruben soa como a palavra hebraica que significa ‘’ele viu o meu sofrimento’’). Ruben ajudou sua mãe trazendo algumas mandrágoras afrodisíacas que encontrara em um campo (Gn 30:14).
     Muitos anos depois  foi Ruben quem impediu que nove de seus irmãos mais novos matassem Jose, filho favorito de Jacó quando o rapaz foi visitá-los numa área remota onde cuidavam dos rebanhos da família, ele não contou aos irmãos que tinha intenção de resgatar o rapaz e devolve-lo ao pai (37:22)
     Infelizmente, saiu de  cena e descobriu, logo após sua volta. Que os irmãos haviam vendido José para um grupo itinerante de mercadores de escravos.  "O jovem não esta la!". Lamentou-o. "para onde irei agora?" (37:30). Quando concluiu que não lhe restava outra opção. Concordou em dar prosseguimento ao plano de  seus irmãos. Para dar a impressão de que Jose fora morto por um animal selvagem; essa foi a historia que contou ao pai inconsolável.
     Jacó certamente culpou  Rúben, o filho mais velho, pela perda de José. É provável que tenha achado mais fácil culpá-lo depois do que fizera antes, Gênesis relata de maneira contundente: " Rúben deitou-se  com Bila, concubina de seu pai. E Israel ficou sabendo disso" (35:22).
     Embora Jacó nunca tenha punido Rúben formalmente por sua relação ilícita, tampouco se esqueceu disso, Jacó pronunciou uma serie de bênçãos e profecias ligadas a cada um de seus filhos, Por ser primogênito, Rúben poderia ter esperado receber as maiores honras. Mas ouça as palavras de Jacó, guiadas pelo próprio Espírito de Deus:
          "Rúben, você e meu primogênito [...]
          Superior em honra, superior em poder,
          Turbulento como as águas,
          Já não será superior,
          Porque você subiu a cama de seu pai,
          Ao meu leito, e o desonrou"
     De modo geral, os primogênitos de Gênesis não se saíram muito bem, Caim matou Abel, seu irmão. Ismael perdeu o papel de liderança ma família para Isaque, seu irmão mais novo, Esaú vendeu sua primogenitura para Jacó, o gêmeo mais novo. E Rúben perdeu seu ligar como líder do clã para Judá, seu irmão que recebeu uma profecia notável em relação a um descendente distante (49:8-12).
     Milhares de anos depois, o apostolo Paulo escreveria:"fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete: mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo" (1 Co 6:18). E, as vezes, um, pecado assim custa uma ótima posição que poderia ser sua.


MORAL DA HISTORIA: um grande escorregão na vida pode gerar uma grande perda.


Retirado da Bíblia de estudo: Desafio de Todo Homem.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PROBLEMAS NO PARAÍSO

Alguém que você deveria conhecer: Caim




     Uma piada publicada no St. Louis Pennant, na década de 1840, serve como primeiro registro impresso de uma expressão usada ainda hoje em alguns lugares.
     - Por que temos todas as razões para acreditar que tanto Adão como Eva eram arruaceiros?
     - Porque... ambos criaram Caim.
     Hoje, em países de fala inglesa, “criar Caim” significa causar muita confusão – como o personagem bíblico certamente fez. O primeiro bebê humano, o filho mais velho de Adão e Eva, cresceu e se tornou o primeiro assassino e sangue frio do mundo (Gn 4: -8).
     O que levou Caim a matar Abel, seu irmão mais novo? A ira descontrolada. E o que provocou sua iraA Bíblia nos dá uma resposta surpreendente: a religião.
     As Escrituras nos dizem que, enquanto Caim era agricultor, seu irmão cuidava de rebanhos. Em algum momento, os dois quiseram oferecer os resultados de seu trabalho em sacrifício a Deus. Mas o Senhor aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim – acontecimento diretamente responsável pelo primeiro homicídio do mundo.
     Por que Deus rejeitou o sacrifício de CaimAparentemente, isso teve pouco que ver com os itens oferecidos. Pelo contrário, tudo se resumiu ao grande divisor de águas que sempre separa e religião verdadeira de sua falsificação mortal: fé em Deus versus confiança em si mesmo. Hebreus nos fala que Abel ofereceu um sacrifício superior ao de Caim “pela fé” (11:4). Sua fé genuína o levou a dar a Deus não as sobras de segunda mão, mas o primeiro e o melhor do seu rebanho (Gn 4:4). Caim, por sua vez, esperava impressionar a Deus e obter o favor divino por meio de seus talentos, mas descobriu que Deus não se compra. A rejeição divina o irritou a tal ponto que ele despejou a ira sobre seu irmão e, depois, mentiu sobre o crime (Gn 4:8-9).
     A religião feita pelo homem – ou seja, tentar impressionar a Deus por meio daquilo que fazemos – sempre termina em desastre. Todos nós temos uma escolha quando Deus nos adverte da tentativa de impressioná-lo com esforços insignificantes. Vamos lhe dar ouvidos, confiar nele, em vez de tentar impressioná-lo, e fazer as coisas do jeito deleOu vamos insistir em nossos planos, ficar irritados quando eles não derem certo, colocar em Deus a culpa por nossos fracassos e depois sair batendo nos outros?
     Não se engane: enfrentamos essa escolha todos os dias. Judas, um dos autores do Novo Testamento, advertiu seus leitores de não seguirem “o caminho de Caim” (Jd 11). Ele quis dizer que sempre enfrentamos a tentação de optar pelo esforço que nos traz engrandecimento pessoal em detrimento da fé genuína. Todos nós sabemos quantas vezes já tivemos diante de nós a opção de confiar em Deus e seguir suas instruções ou de depender de nós mesmos e de nossa habilidade para fazer que o Senhor nos aplauda de pé.
     Pouco antes de Caim atacar seu irmão, Deus o aconselhou a fazer o que era certo e o advertiu de que ele estava numa situação precária. Caim ignorou a advertência e terminou como assassino. Se ignorarmos advertências similares, podemos ter alguma esperança de acabar numa situação melhor?

MORAL DA HISTÓRIA: Nada impressiona a Deus, senão a fé genuína.



Retirado da Bíblia de estudo: Desafio de Todo Homem.