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O
apóstolo Paulo se referiu ao patriarca como “o pai de todos os que creem” (Rm
4:11). Centenas
de anos após sua morte, os líderes de adoração levitas o saudaram dizendo que
“o coração dele era fiel” (Ne 9:8). O próprio Deus o chamou de “Abraão meu
amigo” (Js 41:8).
Quem foi esse homem que voluntariamente
deixou uma vida confortável para reivindicar uma terra estranha? E por que Deus
prometeu abençoar o mundo inteiro por meio dele?
Abraão cresceu na Mesopotâmia pagã. Durante
os primeiros anos de sua vida adulta, seu pai, Terá, levou Abraão (ainda
chamado Abrão) e sua jovem noiva, Sarai, para o oeste, rumo a Canaã. Contudo,
não passaram de uma cidade chamada Harã, e se estabeleceram ali, as margens de
um afluente do rio Eufrates.
Muitos anos depois, Deus chamou Abraão, na
época com 75 anos de idade: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da
casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei” (Gn 12:1). Abraão se
levantou imediatamente e saiu, “embora não soubesse para onde estava indo” (Hb
11:8). Porque Abraão confiou em Deus e obedeceu, o Senhor lhe fez uma promessa
que continua a abençoar e a moldar o mundo hoje:
“Farei de você um grande povo, e o
abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os
que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem: e por meio de você todos
os povos da terra serão abençoados”.
Gênesis12:2-3
A despeito da incapacidade de sua esposa de
gerar filhos (Gn 11:30). Deus prometeu a Abraão que seus descendentes se
tornariam tão numerosos quanto as estrelas do céu noturno – e o patriarca “creu
no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gn 15:6). Dessa maneira, ele
se tornou o principal exemplo bíblico de um homem que depositou todo seu futuro
nas promessas do Senhor. Nas palavras do apóstolo Paulo, Abraão estava
“plenamente convencido de que ele [Deus] era poderoso para cumprir o que havia
prometido” (Rm 4:21).
Isso se tornou perfeito? A grande fé que
Abraão possuía evitou que ele desse um único passo fora da vontade de Deus?
Longo disso. A Bíblia nos fala de maneira direta, por exemplo, que o medo que
ele sentiu de um governador poderoso o levou a mentir sobre a verdadeira
relação que tinha com sua esposa – não apenas uma vez, mas duas (Gn 12:10-20;
20:1-18).
Abraão e sua esposa também passaram por dificuldades quando Deus parecia
se demorar em cumprir sua promessa. Passados dez anos sem que tivessem um
filho, ambos concordaram em “dar uma mãozinha para Deus”, usando mão substituta
chamada Hagar. Nove meses depois, Hagar deu á luz Ismael, o primogênito de
Abraão – mas não era intenção do Senhor
cumprir sua promessa dessa maneira (Gn 16:1-16). Somente depois de catorze anos
é que ele capacitou Sara a ter um filho, Isaque, e, assim, finalmente nasceu o
filho prometido de um homem que “reconheceu que o seu corpo já estava sem
vitalidade” (Rm 4:19).
Talvez mais do que qualquer outro personagem
do Antigo Testamento. Abraão nos mostra como deve ser uma vida de fé. Quando
vivemos pela fé, somos “abençoados junto com Abraão, homem de fé” (Gn 3:9).
MORAL
DA HISTÓRIA: Fé significa crer nas promessas de Deus – e agir de acordo com
elas.
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